JOSÉ PEDRO BARRETO. Era competente, contido, profundamente bom e serenamente amigo para os amigos e cordial para os demais. Trabalhámos no Semanário, já lá vão quase trinta anos. Reencontrei-o na TVI, há onze. O mesmo. Sem estados de alma ou prima-donices tão comuns neste domínio. Fazia o que tinha a fazer e bem. Não se punha em bicos dos pés, mas sabia que valia muito. E valia. Voltei a cruzar-me com ele, de novo na TVI, há oito meses. Foi apanhado de surpresa por um ataque cardíaco. Deixa imensas saudades. De tanto ser humilde, contagiou-me: fico com a sensação de nunca lhe ter dito exactamente o que pensava da sua grandeza de espírito».
Pois é: a maioria esquece-se de regar a planta quando ela ainda é viçosa. Só dá importância aos que se foram de vez. C'est la vie!
Concordo contigo: esquecemo-nos de demonstrar o nosso apreço por quem gostamos tendo como um dado adquirido que "eles" sabem, porém nunca é demais sentirmo-nos alvo do afecto e apreço dos nossos amigos, familiares, enfim de quem nos rodeia.
ResponderEliminarHoje, já faz parte de mim dizer: "gosto muito de ti" a quem realmente merece a minha estima; "Adoro-te Filho", sabendo que ele sabe e sente. Descobri que manifestar e verbalizar o carinho que sinto pelas pessoas me aquece o coração.
Gosto muito de ti Manel, meu caro e querido amigo.
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