Olhameste

Olhameste
JPB

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Parabéns a você!

La brune et la blonde


La blondinette et moi
Olá troglodita!

Parabéns a você nesta data querida! Hoje contas mais um anito na tua já provecta idade. E embora não mereças, porque nos deixaste assim sem mais nem menos, sem dizer água vai ou água vem, envio-te um belo presente: as «tuas» meninas (a minha presença é só para te chatear e causar ciumeira). Bebe um «gin» tónico, depois uma garrafa de tinto alentejano, diverte-te e pensa em nós, porque nós estamos sempre a pensar em ti e ao teu lado, haja chuva ou faça sol.

Abraço do tamanho da distância que nos separa por agora.


Manel

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Natal

Zéquinha,


O recém eleito Primeiro-Ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, nunca falou durante a campanha eleitoral em aumentar os impostos. Antes pelo contrário. 
Como político, chega ao poder e, à laia de «promessas leva-as o vento» corta logo em 50 por cento o subsidio de Natal de uma boa parte dos portugueses. Só escapam a esta medida os que ganham apenas o salário mínimo. Como vês, as moscas mudam mas a merda é, sempre, a mesma. No Natal lá se vão as broas, uma parte do peru e algumas postas de bacalhau.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Água gelada

Estive com a tua mulher, a comuna de serviço. Quando cheguei à Parede, começa por me anunciar que não me convida para jantar porque não tem nada para comer em casa. Em dia de calor tórrido, só tem duas míseras garrafinhas de água para me oferecer. Para matar a sede, tenho que recorrer a «água del cano». Com fome, lá a convido para jantar. Entre duas garfadas e algumas nódoas de azeite à mistura (situação em que eras perito!), quase perco o apetite com a gargalhada que engasga. Não é que a Tó me conta a forma como deitou as cinzas do José Pedro Barreto ao mar. Escolhe as águas da Arrábida. E no momento em que as lança, lembra-se que o seu «chão» detesta água gélida. Vai daí, sai-se com esta: «Desculpa meu amor se a água está fria...». A gaja não existe: só ela para debitar uma frase assim e rejeitar liminarmente a ideia que andas aí a «galar» as meninas. Quem não te conhecer que te compre! Eu conheço-te de «gingeira», meu pinga-amor de meia tigela. Vai-te a elas!