Estive com a tua mulher, a comuna de serviço. Quando cheguei à Parede, começa por me anunciar que não me convida para jantar porque não tem nada para comer em casa. Em dia de calor tórrido, só tem duas míseras garrafinhas de água para me oferecer. Para matar a sede, tenho que recorrer a «água del cano». Com fome, lá a convido para jantar. Entre duas garfadas e algumas nódoas de azeite à mistura (situação em que eras perito!), quase perco o apetite com a gargalhada que engasga. Não é que a Tó me conta a forma como deitou as cinzas do José Pedro Barreto ao mar. Escolhe as águas da Arrábida. E no momento em que as lança, lembra-se que o seu «chão» detesta água gélida. Vai daí, sai-se com esta: «Desculpa meu amor se a água está fria...». A gaja não existe: só ela para debitar uma frase assim e rejeitar liminarmente a ideia que andas aí a «galar» as meninas. Quem não te conhecer que te compre! Eu conheço-te de «gingeira», meu pinga-amor de meia tigela. Vai-te a elas!
TEnho a certeza que a Tó gostou de partilhar contigo esse momento e a prova da amizade aqui está: Só tu para "falares" assim com o Zé.
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